Rádio Beatitudes

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ser professor




      Não posso ser professor, se não percebo cada vez melhor que, não posso ser neutro, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição. Decisão. Ruptura. Exige que eu escolha entre isto ou aquilo. Não posso ser professor a favor simplesmente do homem, ou da humanidade, frase de uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa.
      Sou professor a favor da decência, contra o despudor; a favor da liberdade contra o autoritarismo; a favor da autoridade, contra a licenciosidade; da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda.  Sou professor, a favor da luta constante, contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais. Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou essa aberração: A MISÉRIA NA FARTURA. Sou professor a favor da esperança, que me anima apesar de tudo.
(Paulo Freire)




Alunos do 9º C, 2º B e 3ºB de 2011

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Transitória mente...
coisas apenas passam
em nossa mente
transitoriamente...

(Luzia Escongisk)

Uma semana de dieta para todos!

Caros colegas,
Há alguns anos atrás recebi por email, umas imagens que retratavam a realidade da dieta familiar de uma semana de alguns países espalhados pelo mundo. Elas me chocaram pela disparidade existente entre os povos e a miséria que existem ainda nesse mundo. Ficaram guardadas por um bom tempo no meu arquivo, e usadas algumas vezes nas minhas aulas.
Contudo, no domingo (01.01.2012) um canal aberto vinculou uma reportagem muito interessante sobre a realidade de moradores de ruas em várias cidades brasileiras e suas perspectivas para 2012. Essas cenas foram bastante impactantes e foram gravadas exatamente durante a virada do ano.Na verdade, em alguns desses locais as pessoas “apreciavam os festejos” de suas pobres moradias: caixas de papelão ao ermo e outros debaixo de viadutos.
Gostaria de frisar que, de modo algum estou criticando alegria de ninguém ou encorajando o envolvimento em causas humanitárias. O intuito dessa postagem é discutir como a Arte e o Professor de Arte podem contribuir para a formação do cidadão, ou pelo menos, na percepção do mundo complexo a nossa volta, em que nele a sociedade vive e convive em tempos diferentes e distintos: arcaico, rural, industrial, hight tec e etc.
Lembro ainda que não é raro o envolvimento da Arte e dos artista com uma realidade mais política e realista da sociedade. Assim, em momentos de festas, confraternizações, alegrias, esperanças, etc. e tal. Acredito que ver essas imagens tão próximas e paradoxalmente “tão distantes” nos ajude a refletirmos sobre valores, sonhos, miséria e humanidade...

1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide.
Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares

2 - Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte 
Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares

3 - Italia: Família Manzo da Secília
Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares

4 - México: Família Casales de Cuernavaca 
Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares

5 - Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna 
Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares
6 - Egito: Família Ahmed do CairoDespesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares

7 - Equador: Família Ayme de Tingo 
Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares

8 - Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey 
Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares

9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing
Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares

Por fim, me despeço de todos desejando um 2012 maravilhoso e uma prática transformadora em sala de aula.

Prof. José de Vasconcelos
Disponível em: http://ensinandoartesvisuais.blogspot.com/

MEC quer ensino médio mais prático e menos técnico

De acordo com o relator das diretrizes curriculares para o ensino médio, a metodologia praticada não dá conta dos interesses da juventude
Publicado em 01/02/2012, 18:10
Última atualização às 19:21

São Paulo – O Ministério da Educação publicou na edição desta terça-feira (31) do Diário Oficial da União as diretrizes curriculares para o ensino médio de todo o país. De acordo com o relator do texto e membro do Conselho Nacional de Educação, José Fernandes de Lima, a iniciativa visa a propor um ensino "menos técnico e mais prático e humano".

“Essas diretrizes estão substituindo as diretrizes de 1998. Aprovamos o texto em maio de 2011 e ele foi homologado em janeiro de 2012. Desde 1998, muita coisa mudou, muita coisa evoluiu. Por exemplo, o número de alunos no ensino médio quase dobrou nesses 14 anos. Apareceram novas avaliações”, explica o relator.
Uma dessas novas avaliações, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) surgiu em 1998 e já é utilizado como critério de seleção por 500 universidades federais e estaduais, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). José Fernandes negou que as alterações nas diretrizes foram elaboradas pensando em similaridade com a metodologia praticada pelo Enem. No entanto, assumiu que esse processo se dará espontaneamente no futuro.
“As diretrizes que nós escrevemos estão dizendo que precisamos fugir daquele ensino de 'decoreba'. Tem de ensinar os textos, os conteúdos mais voltados para a vida, para a prática. Nesse caso, quando as pessoas começarem a praticar mais as diretrizes vai haver uma natural aproximação com o Enem”, teorizou o conselheiro.
Essa mudança de filosofia para os estudantes do ensino médio fica evidente quando o relator inclui nas diretrizes que o ensino deve ser norteado pelo “aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico”, diz a resolução no Diário Oficial.

Preparando para a vida...

“Entendemos que o ensino médio tem um espaço muito grande ainda para melhorar. O que vem sendo praticado não está dando conta dos interesses da juventude”, ressalta o conselheiro do CNE. José Fernandes defende que “o ensino médio não é apenas para preparar para o vestibular e para o mercado de trabalho, ele tem de preparar para a vida também.”
Baseando-se na formação integral do estudante, a iniciativa ainda prega que o aprendizado deve basear-se na “educação em direitos humanos como princípio nacional norteador”, e a sustentabilidade ambiental como meta universal. Para o relator, o ensino médio que vem sendo praticado não está dando conta dos interesses da juventude, por isso, a necessidade de mudança.

Matérias

Apesar das alterações recomendadas, as matérias tradicionais também foram mencionadas nas diretrizes. Divididas por áreas de conhecimento, as velhas conhecidas dos alunos deverão seguir a seguinte orientação: de linguagens constam as aulas de língua portuguesa, língua materna (para populações indígenas), língua estrangeira moderna, arte e educação física. O ensino da língua espanhola também é colocado como obrigatório pelas instituições de ensino.
Matemática é a segunda área de conhecimento. A terceira é ciências da natureza, subdivididas em biologia, física e química, e as ciências humanas, que incluem as disciplinas de história, geografia, filosofia e sociologia.

(Erinaldo Alves)

Documentário acompanha um ano na vida de Marina Abramovic

Eu, particularmente, acho fantástica a obra de Marina Abramovic, uma artista inovadora, que trouxe novos padrões e paradigmas para a arte, que muito contribui com a história da pós modernidade e contemporaneidade das Artes Visuais  (Juntamente com o Josef Beuys). Parabéns para O Globo por trazer essa reportagem que muito acrescenta em cultura e conhecimento. Obrigada!


" Aos 65 anos, artista sérvia segue testando os limites de seu corpo


Cena do documentário "Marina Abramovic - The Artist is Present" (2011), de Matthew Akers, exibido no Festival de Berlim
Foto: Marco Anelli / Divulgação

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BERLIM - Marina Abramovic já ficou nua; riscou um pentagrama em volta de seu umbigo com uma faca; permitiu que as pessoas usassem objetos como bem entendessem em seu corpo durante seis horas; ficou nua de novo, dessa vez deitada com um esqueleto; andou por 2.500 quilômetros da Muralha da China para dar fim a um relacionamento; passou três meses indo a um museu para simplesmente se sentar numa cadeira durante todo o dia e observar quem se sentasse em frente a ela; e se despiu por três, quatro, cinco, quantas vezes fosse preciso para sua obra.
Todos os trabalhos que a tornaram reconhecida no mundo como a "avó das performances" foram realizados em nome da arte, a mesma arte performática cujo encontro com o cinema a trouxe para a 62 edição do Festival de Berlim.
A artista, nascida em 1946 em Belgrado, na Sérvia (à época, parte da Iugoslávia), está na Berlinale para as sessões do documentário "Marina Abramovic — The artist is present" ("A artista está presente"), de Mathew Akers, incluído na mostra Panorama.
O filme revela detalhes da rotina e das motivações de seu trabalho, tendo como ponto de partida a famosa exposição "The artist is present", que Marina apresentou no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York em 2010. Foi quando se sentou na cadeira para se comunicar sem palavras com os espectadores, além de reunir outros artistas para recriar algumas de suas apresentações mais famosas, como a "Imponderabilia", de 1977, em que ela e seu então namorado, o artista alemão Ulay, ficavam nus numa porta, para que as pessoas passassem por entre eles.
Anteontem, num restaurante de Berlim, Marina conversou com O GLOBO sobre o filme, Ulay, a verdadeira performance e as dúzias de viagens que faz ao Brasil desde o fim dos anos 1980.
O GLOBO: A senhora estava no Brasil há pouco tempo, não?
MARINA ABROMOVIĆ: Na verdade, eu vim do Brasil para cá, cheguei ontem (quinta-feira).E estou com um problema sério porque não tenho roupas para este frio que está fazendo em Berlim. No Brasil a temperatura era quarenta graus. Agora mal consigo sair na rua (risos).
- E o que a senhora fazia no Brasil?
Eu tenho uma longa história com o Brasil. Depois de terminar a performance em que andei na Muralha da China, em 1987, eu passei a me interessar pelas relações emocionais e físicas das pedras, da terra em que eu caminhei. O cobre, o ferro, os minerais, tudo isso traz uma sensação diferente. E eu queria que o público compreendesse esse tipo de experiência, mas havia um problema: na Muralha da China, foi a primeira vez que minha performance não foi visível para as pessoas. Então eu criei um novo corpo de trabalho que envolvia objetos transitórios. Aí, em 1989, fui ao Brasil para visitar suas minas. Fui para Serra Pelada, Minas Gerais, Santa Catarina, Marabá, a Amazônia, vários lugares, atrás de pedras que me permitiriam criar objetos de interação com o público. De 1989 a 1995, eu fui muitas vezes ao Brasil.
- Desta vez a senhora foi novamente atrás das pedras?
Sim. Depois da retrospectiva no MoMA (o Museu de Arte Moderna de Nova York), eu quis voltar àqueles minerais. Acho que hoje entendo mais e mais a energia que vem deles. Então reuni 35 caixas de pedras e as enviei para um museu em Milão. Elas farão parte de uma nova performance em que estou trabalhando. A ideia é que parte do público faça uma performance e a outra parte veja a performance dos outros. É uma proposta educativa para que as pessoas compreendam o que a arte performática realmente significa. Eu estou construindo objetos para as três posições básicas do ser humano: sentado, deitado e de pé. Já construímos, por exemplo, cadeiras bem altas em que os pés não tocam o chão, para dar um sensação diferente da gravidade, e que vão ficar por cima de pedras preciosas diversas. Cada pedra vai gerar um campo energético e oferecer um significado para quem estiver ali.
- Mas, apesar de ter ido tantas vezes ao Brasil, a senhora nunca se apresentou lá.
Não, é verdade. Mas ouvi dizer que a peça que eu fiz com Robert Wilson (dramaturgo americano que lançou em julho do ano passado, num festival de Manchester, o espetáculo “The life and death of Marina Abramović”, com participação da própria) vai ao Rio no próximo ano, talvez também para São Paulo. Mas não sei muitos detalhes sobre isso.
- A senhora sempre pareceu muito empenhada em mostrar às pessoas o significado da performance. É esta também a ideia do documentário que está sendo exibido em Berlim?
Este filme foi muito importante para mim. E eu radicalizei. Aceitei ter um microfone atrás de mim durante um ano inteiro. Eu não tinha privacidade, e é muito difícil você se expor completamente desta maneira. O sujeito da câmera tinha a chave do meu apartamento, aparecia às 6h e esperava eu acordar com a câmera no meu rosto. O ponto era mostrar para os espectadores como é séria e difícil a preparação para uma performance. Não é um entretenimento de merda como aquelas pequenas exibições em museus para as quais você é convidado o tempo todo. Performance é um negócio muito sério. Por isso, espero que o filme ajude as pessoas a entender o significado da performance, não apenas do meu trabalho.
- É por isso também que, diferentemente de outros artistas, a senhora aceita que suas performances sejam reproduzidas?
A performance é um arte temporal. Então, se não houver a reporformance, ela vai morrer. Vai virar uma foto morta num livro. É melhor que alguém repita uma performance do que não haja performance alguma. Mas meus colegas pensam diferente. Eles dizem que a performance é uma obra original que não pode ser reproduzida. Eles nunca dão os direitos para que outros façam. No meu caso, eu abro meu trabalho para jovens artistas performáticos, acho isso muito importante. Mas abro apenas os trabalhos que não tragam algum risco físico, porque não tenho como controlar as possibilidades de cada um.
- Qual a importância do público para sua performance? Sua presença de alguma forma transmite força para sua arte?
O público é tudo para mim. Mesmo se eu estiver numa palestra e perceber que alguém se levantou para ir no banheiro, eu fico prestando atenção até ele voltar. Se ele não voltar, para mim quer dizer que eu falhei. Cada uma das pessoas na plateia cria um diálogo de energia comigo. Eu pego a energia que vem do público, a transformo e a devolvo. É assim meu trabalho.
- No filme, há uma cena em que uma moça tenta ficar nua antes de se sentar na sua frente no MoMA, mas é impedida e removida pelos seguranças. O que você pensou naquele momento?
Foi tudo muito rápido, eu mal pude ver o que aconteceu. A questão é que as regras para aquela performance eram bem rígidas. Você não tinha permissão para fazer sua própria performance. Deveria apenas se sentar na minha frente pelo tempo que quisesse e interagir com os olhos. Era esta a ideia. Aconteceu de muitos artistas, não apenas aquela moça, tentarem ser percebidos ali no MoMA. É difícil conseguir exposição no mundo das artes, então qualquer oportunidade deve ser utilizada para mostrar seu trabalho. Eu entendo essa necessidade, mas naquele caso havia regras, e essas deveriam ser seguidas. Teve um cara que se vestiu igual a mim e propôs casamento. Foi meio louco, para muitos aquele momento era como se estivessem num palco.
- Hoje, há uma ideia de que qualquer um pode fazer uma arte performática. Isso aparece muito no teatro, por exemplo.
Antes, a performance e o teatro eram duas artes bem diferentes. Mas, hoje, os diretores de teatro levam tantas performances sérias para os palcos que pode-se dizer que há uma mistura. Se você pensar, por exemplo, em Pina Bausch e outros artistas incríveis, o trabalho deles em utilizar performances no palco é bastante interessante. A boa performance tem muita força para estar em qualquer lugar, no teatro, na dança, na moda ou cinema.
- Mas é mais do que no teatro. Há pessoas protestando nas ruas que tratam o que fazem como performance. Há gente nas redes sociais que age como se aquilo fosse uma arte performática. É a mesma coisa?
Não. Tudo depende do contexto. As redes sociais ou as performances nas ruas têm contextos diferentes da arte. Às vezes é político, às vezes é pessoal. Se um cara faz um pão, por mais que ele faça o melhor pão do mundo, ainda assim ele não será um artista. Será um bom padeiro. Mas se você faz um pão num galeria, aí sim você estará fazendo arte. O contexto muda tudo. Nos anos 1970, todo mundo dizia que fazia performance, mas era na verdade um monte de merda. Assistir à verdadeira boa performance é uma experiência que vai mudar sua vida.
- No documentário, Ulay, seu namorado e parceiro de performances por quase uma década, fala em entrevista sobre o fim do relacionamento de vocês, de como ele engravidou a tradutora que os ajudava nas negociações para a performance na Muralha da China. Como a senhora lidou com o fato na época?
A tradutora acabou se tornando esposa dele, mas eles já se separaram. Aquela não foi a única vez que Ulay fez aquilo. Nós ficamos nove anos juntos, e os últimos três anos foram bastante ruins. Eu o convidei para a retrospectiva no MoMA porque muito daqueles trabalhos nós havíamos criados juntos. Mas não somos amigos. Temos uma relação apenas ok. E Ulay não está bem, está com câncer. Ela está em Berlim e fiquei muito chocada com sua aparência ao vê-lo hoje mais cedo.
- A senhora, por sua vez, está com 65 anos, continua fazendo performances que exigem muito da parte física e aparenta ter pelos menos 15 anos a menos. De onde vem toda essa energia?
Uma das minhas avós morreu com 103, a outra com 116 anos. Eu sou uma espécie de soldada. Eu não bebo, nunca fumo, não uso drogas. Só faço exercícios, trabalho e vivo.
- Talvez isso tenha vindo da disciplina imposta por seus pais, ambos heróis de guerra na antiga Iugoslávia. Como pessoas como eles lidavam quando você começou a se apresentar?
Meus pais ouviam críticas nas reuniões do Partido Comunista, sobre que tipo de educação eles tinham me dado. E eles deram uma educação muito rígida mesmo, uma disciplina militar. Minha mãe ficava bastante irritada com as performances. Quando minha mãe morreu, eu lembro de ter ido a seu apartamento olhar suas coisas e ter achado um livro sobre meu trabalho em que ela tinha rasgado todas as páginas em que eu aparecia nua. Ela editou o livro para mostrar para os vizinhos, tirou umas 20 páginas.
- A senhora se imagina velhinha, com mais de 100 anos como suas avós, ainda fazendo performances?
Eu nunca vou parar. Só vou parar quando morrer. Eu quero muito descobrir os limites do meu corpo, quero saber o que vai acontecer. O Merce Cunningham (coreógrafo de dança americano, morto em 2009, aos 90 anos) sofria de uma artrite terrível e ainda se apresentava com as mãos e os joelhos. Quero isso para minha vida."

Texto disponível em: 
http://oglobo.globo.com/cultura/documentario-acompanha-um-ano-na-vida-de-marina-abramovic-3949090#ixzz1mvYb52Ns