Rádio Beatitudes

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

"O ESQUENTA" O programa mais racista da TV Brasileira.

Ela envia uma mensagem retrógrada com seus estereótipos dos negros.


Esquenta é o programa mais conservador da televisão brasileira. É uma versão barulhenta e colorida de velhos costumes. Num primeiro olhar, parece uma grande festa na periferia, na qual as gírias, danças e modas de regiões com IDH baixo e criminalidade alta são irradiadas para todo o país pela tevê.
Vemos meninos contorcendo as articulações em performances de passinho, meninas com minissaia e microvocabulário, rapazes negros com cabelos louros e óculos espelhados de cores berrantes rodando o salão felizes e eufóricos. A festa mistura samba, funk, estilo de vida despreocupado e despudorado, concurso de beleza, humor, artistas de novela, enfim, para usar um termo bem periférico, “tudo junto e misturado”.
Essas características, apenas, não me incomodam. Não sou quadrado, respeito e até admiro algumas formas de cultura vindas do gueto e abuso do direito de desligar a TV. O que me irrita, e muito, e faz com que chame o programa de conservador e escravocrata é a cor de pele predominante nessa festa maluca.
Certamente o Esquenta é o programa com o maior percentual de negros da TV aberta. Enquanto as novelas, seriados e telejornais são predominantemente caucasianos, quem manda ali são os negros e pardos.
É esse o ponto. O programa reforça o estereótipo dos negros brasileiros como indivíduos suburbanos, subempregados, mas ainda assim felizes, sempre com um sorriso no rosto, esquecendo-se das mazelas cotidianas por meio da dança, do remelexo, das rimas pobres do funk, do mau gosto de penteados e cortes de cabelo extravagantes.
Sou negro e não sei sambar, não pinto meu cabelo de louro, não uso cordões, não ando gingando nem falo em dialeto. Não sou exceção, felizmente. Sei que há muitos caras e moças como eu. Muitos são poliglotas, outros gostam de música clássica, vários gostam mais de livros do que de pessoas, outros reclamam do calor da Brasil, certamente há os que são introspectivos e de poucas palavras, e há os que nem sentem falta do feijão quando viajam para o exterior.
Embora o Esquenta não tenha a proposta de ser um programa sobre cultura negra, ele ajuda a construir um estereótipo. Por que as novelas não têm galãs negros ou musas negras? Faça a lista dos galãs e das musas televisivas e depois veja quantos são negros. O número será irrisório.
Esquenta ajuda a manter essa ordem. Em vez de rapazes elegantes, mostra dançarinos com cabelos bizarros. As moças, sempre de shorts minúsculos e prosódias vulgares, nunca serviriam de modelo para capas da Marie Claire ou da Claudia.
Regina Casé e seu programa parecem dizer aos jovens dos guetos: “Ei, isso mesmo, aprendam passinho, aprendam a rebolar até o chão, continuem com seu linguajar próprio, porque tudo isso é lindo, é legal, é Brasil, é tudo junto e misturado, continuem com seus empregos modestos, porque a vida é agora, é para ser vivida, curtida, com alegria, malemolência, sempre com um sorriso no rosto”.
E assim, aquela menina sentada no sofá vai continuar achando o máximo desfilar com pouca roupa e pelos das pernas pintados de loiros pela comunidade. Nunca vai pensar em aprender a falar alemão ou tentar entender os grafites de Banksy, da mesma forma que os rapazes nunca sonharão em trabalhar no Itamaraty e praticarão bullying contra os meninos polidos que não falam em dialeto e inventam de estudar violino, já que um programa televisivo de uma das principais emissoras do país legitima seu estilo de vida mal educado e de poucas perspectivas.
Como um coronel oligarca e cínico, o programa dá uma recado para a garotada negra e parda da periferia: “É isso, dancem, cantem, divirtam-se. Mas não saiam do seu lugar”.
Texto escrito por: Marcos Sacramento do site www.diariodocentrodomundo.com.br

Escultura em cerâmica de Johnson Tsang



Interessantíssimo o trabalho do artista de Hong Kong  Johson Tsang. A maioria de suas esculturas são realizadas com cerâmica e aço inoxidável, porém, não de uma maneira convencional. Além de serem obras extremamente detalhadas. O resultado é ao mesmo tempo lindo, intrigante  e realista com um toque de surrealismo!














































 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

PEÇA DE TEATRO: Filha Pródiga

Teatro Filha Pródiga (quinta 13: 10 as 14:00)

Personagens


Narrador 
Filha pródiga 
Mãe 
Irmão – Julio 
Namorado – Cezar  
Amigos
Patroa-  Sra. Maria

Narrador - Hoje vamos conhecer a historia de Claudia.
Claudia é uma menina rica que mora com a mãe e a irmã mais nova.
O Pai faleceu deixando sua herança aos filhos. Claudia sempre gostou de coisas boas,
 de bagunçar com os amigos de fazer compras.
Viajar e gastar dinheiro . Ao contrario de Julio, que sempre seguiu os bons princípios da família.

Vamos ver a historia:

1º Cena –

( A mãe aflita anda de um lado para outro, chega Julio.)

Julio  - Mãe acordada até essas hora, o que aconteceu?
Mãe  -  Sua irmã, já são quase 4:00 hr da madrugada e ela ainda não chegou.
( Julia abraça sua mãe ).
Julio  -  Calma mãe, ela deve estar em algum barzinho com os amigos e com o Cezar.
Mãe  -   Isso é hora de uma menina estar em um barzinho com os amigos.
( Claudia chega )
Mãe – Claudia isso é hora de chegar, uma moça direita não chega essa hora em casa, você quer enlouquecer sua mãe?
Claudia – Mãe não enche estou cansada e vou dormir.
( Julia tenta acalmar a mãe ).
Julio – Mãe calma você está nervosa, a Claudia também, amanhã vocês conversam, vamos dormir.

Narrador – Claudia é assim, só pensa em si mesma, coitada dessa mãe que se preocupa tanto por que ama a sua filha.
Quando o dia amanhece a historia continua.




2º Cena –

(A mãe fazendo café.
Julia acorda e beija mãe.)
Julio – Bom dia mãe, dormiu bem?
Mãe – Ah! Meu filho, não consegui fechar os olhos, preocupada com sua irmã. Tenho medo dela fazer alguma coisa errada.
( Chega Claudia com uma mala. )
Mãe – Claudia o que é isso?
Claudia – Eu estou indo embora não agüento mais essa casa, vocês só sabem ficar controlando a minha vida.
Mãe – Mas minha filha aqui é sua casa, sua família, onde você vai viver?
Claudia – Ah mãe se liga eu tenho a herança do meu pai, posso viver tranqüila, chegar em casa na hora que eu quiser.
Mãe – Mas filha ... (a mãe aflita
Claudia – Ah mãe não enche e nem faz drama que não é o fim do mundo.
Julio – Claudia não fala assim com a mamãe é falta de respeito.
Claudia – Não enche você também, o santinho.
Mãe – Ta bom, vou te dar a parte da herança.
( Cezar chega e Julia atende.)
Julio – Cezar ainda bem que você chegou, a Claudia vai fazer uma coisa horrível.
Cezar – O que ?
Julio – Ela vai sair de casa.
Cezar – Ah é isso? Achei que fosse algo mais serio.
( Julia chora. Claudia chega.)
Claudia – Vamos embora meu amor.
(A mãe chega abraça Julia e chora.)

Narrador – É muitas mãe hoje se vê nessa cena, hoje os filhos só pensam nas riquezas do mundo, se esquecendo que a coisa mais valiosa está no amor da família.

3º Cena

(No Barzinho. Chegam Cezar e Claudia e cumprimentam os amigos.)

Claudia – Oi galera, olha tem uma coisa ótima para contar, peguei a minha parte na herança do meu pai, estou morando em um apartamento sozinha e grana para gastar é festa todo dia eheheheheh .... (Todos festando)

Narrador – É Claudia está bem, festando muito, gastando dinheiro com os amigos, mas está esquecendo que o dinheiro acaba.


4º Cena

( O dinheiro acaba e chega as contas.)
Claudia – Contas, contas e mais contas, o que aconteceu com o dinheiro do banco?
Cezar – Você torrou tudo com seus amigos.
Claudia – Meus amigos, seus amigos, quantas vezes você pegou o meu dinheiro para ficar na farra.
Cezar – Olha você anda chata demais, quer saber de uma coisa fica com seus problemas que eu estou caindo fora.
Claudia – Cezar você não pode me deixar ... – Ai! O que vou fazer? Tenho que pedir ajuda.
( Claudia sai...)

Narrador – É gente as coisas estão apertando para o lado de Claudia, mas ela ainda tem os seus amigos.

5º Cena

Claudia – Oi galera tudo bem, eu estou precisando de ajuda.
Amigo 1 – Ah Claudia eu tenho que ir para casa agora.
Amigo 2 – Eu vou me arrumar que tem um show maneiro mais tarde.
Amigo 3 – Eu já estava de saída...

Narrador –  É agora Claudia ficou sozinha o que será que ela vai fazer?

6º Cena

Claudia – Preciso arrumar um emprego  e vou vender o apartamento, para pagar as contas, se não vou acabar passando fome.
(Claudia pega o jornal.)
Claudia – Legal aqui tem um emprego de secretaria, acho que aqueles cursos chatos que minha mãe me obrigava a fazer vai servir para alguma coisa.

Narrador – Quem diria Claudia trabalhando, infelizmente a patroa dela não é assim tão boa.

7º Cena

Sra. Maria– O que é isso?
Claudia – O Relatório que a Sra. pediu.
Sra. Maria– Está errado, favor refazer tudo de novo.
Claudia – Mas eu já refiz e fiz do jeito que a Sra. me pediu.
Sra. Maria– Não discuta comigo. ( Bata na mesa)
(Claudia volta a fazer o relatório.)
Claudia – Sra. Maria aqui está o relatório refeito pela terceira vez.
Sra. Maria– Está bom, deixa ai.
Claudia – Sra. Maria será que a Sra. poderia me fazer uma adiantamento.
(O patrão fica nervoso.)
Sra. Maria – Como ? Já é o terceiro adiantamento que me pede esse mês, assim não dá para continuar. Você está despedida, só sabe pedir adiantamento e faz tudo que te peço errado, você é uma incompetente.
Claudia – Mas Sra. Maria eu ...
Sra Maria – Sai já daqui, some da minha frente...

Narrador – É dessa vez as coisas ficaram feias, para o lado de Claudia, enquanto isso na casa de sua mãe o que será que anda acontecendo?

8º Cena

(A mãe aflita anda de um lado para o outro. Julio acorda, e vai para a sala.)
Julio – O que foi mãe?
Mãe – Estou aflita já faz quase 6 meses que sua irmã não dá noticia, acho que algo ruim está acontecendo.
Julio – Vamos fazer uma oração e pedir para Deus trazer a Claudia de volta.
Mãe – Vamos minha filha.

E as duas ajoelham e começam a rezar.


Narrador – Apesar de tudo a mãe ama a filha e sente sua falta, assim como nossas mães, que mesmo com a nossa rebeldia elas nos amam. Mesmo quando nos corrigem ou nos colocam de castigo. E Claudia onde está?



9º Cena

( Claudia na rua, como mendiga no meio de jornais.)
Claudia – Senhor meu Deus,  me ajuda, minha mãe sempre me deu de tudo, sempre me deu carinho e eu nunca dei valor a isso, gostaria de voltar e abraça – lá e dizer o quanto eu a amo. É isso eu vou lá e vou pedir para que ela me perdoe e me aceite como sua empregada.


Narrador – Até que enfim Claudia enxergou o amor de sua mãe, e nós enxergamos o amor de nossas mães? De nossos pais? De nossos familiares? Que só querem o nosso bem? Mas vamos ver como essa historia termina e fica aqui uma reflexão para cada um levar e valorizar a sua família.

10º Cena

(Claudia bate na porta e a mãe atende.)
Mãe – Minha filha ...
Claudia – Mãe eu pequei contra o céu e contra ti, peço que me perdoe e me aceite como sua empregada.
Mãe – Julia, Julia ...
Julio – O que foi mãe quem está ... Claudia você voltou !? Deus ouviu minhas orações
( E as três se abraçam enquanto entra todos no palco)



A morte


Empresário (falando ao celular): Ir pescar esse final de semana? E lá eu tenho tempo pra isso! Praia? Nem pensar, estou até o pescoço de trabalho. Só hoje eu tenho cinco reuniões e já estou atrasado para a primeira. (Pausa) Como um marido ausente? O que faz 15 dias que eu não vejo nossos filhos? Mas, eu dou tudo o que eles querem! Não... ta, ta mulher... o que está te faltando, fala... hã? Vamos, vamos conversar, rapidamente porque eu estou atrasado para a reunião (Senta-se ). Não, não você tem tudo o que você quer mulher. Você tem... quer comprar um carro zero, você compra. Cê quer trocar de apartamento cê troca. Tem não sei quantos cartões de crédito pra você gastar com o que você quiser. O que que está te faltando, fale eu compro. Quê? Hã? Rsrsrs Amor, carinho, companhia, atenção. A não mulher, não tenho tempo pra essas frescuras não (Pausa) Não, tenha dó, vou desligar, to atrasado, não tenho tempo pra essas frescuras não, tenha dó. Tchau.  Paciência... (Risada, entra  a morte,  o empresário se assusta) Que que é isso meu Deus do Céu? Quem é você?
Morte: Eu sou a morte!
Empresário:  Que que você ta fazendo aqui?
Morte: Chegou seu dia, vim te buscar!
Empresário:  Cê ta louco não to doente, nem nada
Morte: Isso é o que  você pensa! Há quanto tempo não vai ao médico?
Empresário:  Há uns cinco anos, sou sadio igual um touro, sei lá...
Morte: Consta no meu fichário que ocê bebe muito, fuma muito, trabalha em excesso, não faz exercício, ta com uma veia entupida, colesterol alto... Conclusão vai dar um infarto agora e eu vim ó ...fiu....
Empresário: espere ai ,você que dizer que eu vo morrer?
Morte: Agora!
Empresário:  Mas, isso é uma injustiça, viu. Fique você sabendo que para ter uma velhice digna  e de conforto eu trabalhei para morrer.
Morte: Exato. Trabalhou para morrer. Se tivesse economizado energia, cuidado da saúde, podia viver mais uns trinta quarenta anos... agora se lascou
Empresário:  Não, Não Não. Espera aí, Espera aí, espera aí... tem um mal entendido nessa história. Como é seu nome mesmo?vamos negociar
Morte: Anjo da Morte, mas pode me chamar de Morte mesmo, sou simples
Empresário:  rsrsr Dona Morte, você sabe que na vida é tudo uma questão de negócio...
Morte:Sei...
Empresário:Só não tem jeito pra morte (rsrsrs) Diga lá quanto que você quer pra me deixar viver aqui mais uns 40 anos? Pode falar e eu vou fazer o cheque à vista, à vista... 40 anos... pode falar...
Morte: Aqui é onde o filho chora e a mãe não vê. CE se lascou meu fio dessa vez. Sabe quantas pessoas tem na terra? Bilhões. Sabe quanta vão ta viva daqui a 120  anos? Nenhuma. Sabe por que? Por que eu vou ó FIU... uma por uma
Empresário:   Mas, eu vou morrer?
Morte: Agora
Empresário: Mas, eu vou deixar minhas empresas, meus negócios aqui... a minha família, a minha mulher, tão nova, tão bonita
Morte: Cê é fingido, heim rapaz. Cê é falso, heim rapá. Sempre achou sua mulher feia, enjoada, gastadeira, linguaruda... Sabe do que você está com medo? D ela casar com outro e gastar tudo com o Ricardão
Empresário: Nem fale uma coisa dessa! Nem fale um negócio desse que vai me dar um troço!
Morte: E vai mesmo e é agora! Sabe o que que o Ricardão vai fazer?
Empresário:  Não, nem me fale.
Morte: Vai levar sua mulher na praia...
Empresário: Não!
Morte: Caldas Novas...
Empresário: Não
Morte: Você já levou sua mulher pra boate?
Empresário: Não! Claro que não!
Morte: Ele vai levar! Sanfona de Ouro... Boteco do Zé, Eclipse
Empresário: Sanfona de Ouro? Nãoooo. Escuta aqui, por que você cismou comigo? Tem tanto bandido por ai e você vem logo pra cima de mim. Não sei se você sabe, mas eu sou um empresário honesto, trabalhador, cumpridor dos meus deveres, contribuo com o crescimento deste país, pago meus impostos em dia...
Morte: todo mundo é assim...
Empresário: Leva os bandidos que tem por aí, que tem demais Carlos Cachoeira, sei lá me deixa em paz...
Morte: Deixe de estar empurrando os outros, rapaz, chegou a sua vez eu vim ó... fiu... é hoje!
Empresário: É aquele velho ditado, né; pra morrer basta ta vivo
Morte:Isso é filosofia de boteco, para com isso rapaz...
Empresário: O senhorita...
Morte: Senhorita é senhora sua mãe! Eu já estou apelando procê... Eu já to uma morte cansada, já to querendo pedir aposentadoria! Rapaz eu já to cansado de  tanto tirar motoqueiro, de meia em meia hora motoqueiro morre e eu ó fiu... Se arruma logo que eu vim te buscar!
Empresário: Pelo amor de Deus, por tudo que é mais sagrado  me deixa viver aqui mais 20 anos?
Morte: Cê ta loco rapaz, 20 anos é uma eternidade!
Empresário:  Tá bom 10 anos então?
Morte: É muito!
Empresário: Tchê, mas que morte mais ruim de negócio! Pelo amor de Deus, mais 5 anos.
Morte: Cinco!
Empresário: Ainda Bem...
Morte: Cindo dias...
Empresário: Cinco dias?
Morte: Isso é pra você repensar sua vida vê se valeu apena ganhar tanto dinheiro, correr tanto pra não levar nada. Já viu falar que caixão não tem gaveta? Cê não vai levar nada. (Vira pra platéia) E vocês que estão me olhando ai... o dia de vocês vai chegar e eu vou ó FIU.... Cinco dias ó FIU... (sai)
Empresário:  Que eu vou fazer com cinco dias? Cinco dias meu Deus do Céu!!!( Liga pra mulher) Alô Lindaura... sou eu... ué eu quem? Seu marido...Por que eu to te ligando? É que eu fui um pouco grosso aquela hora, me desculpa... são os negócios...tive pensando naquilo que você me falou... sobre ir viajar...não... vamo, vamo........ o que me fez mudar de ideia... de repente a gente pode ter só cinco dias né... que fim do ano o que, arruma as malas que eu to passando aí já muié.... (Sai)


Peça de teatro História muito Louca

Personagens
Narrador
Chapeuzinho
Madrasta má
He-man
Cinderela
Lobo mau
Três porquinhos
Príncipe encantado

-Narrador: Vou contar para vocês a história da Chapeuzinho Vermelho. Era uma vez uma linda menininha...
(Chapeuzinho entra correndo)
Chapeuzinho: Sou a Chapeuzinho Vermelho e vou levar docinhos na casa da vovó...
Narrador: Pare! Pare! Pare! O que é isso não está na hora de você entrar!
Chapeuzinho: A ta desculpe...
Narrador: Presta atenção no que faz Chapeuzinho! (Chapeuzinho sai de cabeça baixa) Bom, continuando então... Era uma vez uma linda menininha que usava uma linda capa com capuz vermelha...
Cinderela: (Entra correndo e gritando, derruba o narrador) Socorro! Socorro! Socorroooooooooooooo....
Narrador: Mas o que é isso? Quem é você?
Cinderela: Sou Cinderela.
Narrador: E o que você esta fazendo aqui na minha história?
Cinderela: Eu estou fugindo da minha madrasta .
Narrador: Mas, esta história é a história da Chapezinho Vermelho, você está no lugar errado. Cinderela: Mas eu preciso fugir da minha Madrasta Má, você não pode me esconder?
Narrador: Esconder? Mas onde? Que tal aquela casinha ali?
Cinderela: Pode ser, pode ser. Não conte pra minha Madrasta onde eu estou quando ela chegar, ok?
Narrador: Ok, ok. Bom então vamos continuar a história, né? A mãe da Chapezinho mandou ela levar uns docinhos para sua vovozinha doente lá no Bosque Encantado, quando de repente...
Madrasta: (entra correndo e gritando) Eu vou te pegar! Eu vou te pegar! Sua malcriada! A próxima vez que você por pó de mico na minha roupa eu vou te esfolar....
Narrador: Mas o que é isso? Quem você pensa que é para entrar assim, gritando na minha história.
Madrasta: Você a viu? Viu onde ela foi?
Narrador: Ela quem?
Madrasta: Aquela peste da Cinderela, não seja tonta, ela colocou pó de mico nas minhas roupas.
Narrador: Pó de mico? Aiaia uiui ai ta coçandoooooo.... Ela foi por ali.
Madrasta: (Sai gritando) Ai quando eu te pegar Cinderela, você vai me pagar...
Narrador: Mais alguém vai me atrapalhar? Não. Muito bem vamos continuar...
Três porquinhos: Somos os três porquinhos, estamos voltando do mercadinho, vamos para a nossa casinha, vamos fazer comidinha... lálálaá lááá lá lá (Entram na casinha) Ai! Que susto! (saem correndo perguntam pro Narrador) Que que quem é é a- a-que que- La lá lá dedentro?
Narrador: É Cinderela, ela está se escondendo lá da Madrasta dela.
Três Porquinhos: Tá ta bboom. (Entram na Casinha)
Narrador: Bom, a Chapeuzinho resolveu cortar caminho pelo meio da floresta, quando deu de cara com o Lobo Mau.
Chapeuzinho Vermelho: Lá, lá, lááá ...Vou visitar minha vovozinha, mas como é muito longe seguir pela estrada, vou por este atalho que diminui metade do caminho (sai de cena e entra correndo) Socorro, socorroooooo, o Lobo Mau quer me pegar! Socorrooooooo!
Lobo Mau: Volta aqui, volta aqui menina... Volta aqui agora. (Entra o He-Man)
Chapeuzinho Vermelho: Socorro!
He-man: Pelos poderes de Greiscon, Eu tenhooooooooooo a força!  (Chapeuzinho se esconde atrás dele e o Lobo Mau para)
Chapeuzinho Vermelho: Socorro, Ele quer me pegar!
He-man: Muito bonito, senhor Lobo Mau, assustando menininhas indefesas que vão visitar suas vovozinhas doentes
Lobo Mau: Não estava assustando-a, nem queria pegá-la, só queria avisa - lá que ela estava indo pelo caminho errado, a casa da vovozinha é por lá. Por falar em perdido... Você sabe onde é a casa dos Três Porquinhos?
Chapeuzinho: É por ali (sai chapeuzinho e He-Man)
Lobo Mau: Obrigado.  (chega na casa dos Porquinhos e bate na porta) Abram-na  porta Porquinhos, se não abrirem eu vou soprar, soprar, até cair...
Narrador: Podem parar com essa palhaçada, essa é a história da Chapeuzinho Vermelho, quantas vezes eu vou ter que repetir a mesma coisa. Socorro o Lobo Mau (Vê o lobo, se assusta e desmaia).
Cinderela: (Sai na porta) Socorro, um lobo!(Corre até bater no Príncipe e cai desmaia).
Príncipe: oh! A Bela Adormecida... Minha princesa.
Cinderela: (acorda, vê o príncipe e se apaixona) oh! O Príncipe encantado...
Príncipe: Bela Adormecida, meu amor...
Cinderela: (Brava) Eu não sou a Bela Adormecida, seu Príncipe boboca, eu sou a ...
Lobo Mau: Cinderela... Você sabe se sua Madrasta recebeu as flores e os bombons que eu lhe mandei?
Cinderela: Não sei, nem quero saber, tenho raiva de quem sabe! (Sai, príncipe corre atrás)
Príncipe: Bela Adormecida, digo Cinderela... Aceita uma carona no meu cavalo branco?
(saem)
Lobo Mau: Que menina malcriada, não me respondeu...
Madrasta: Cinderelaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa..... Oh! Senhor Lobo, que milagre o senhor por aqui...
Lobo Mau: Vim lhe trazer este humilde presente...
Madrasta: oh! Não precisava se incomodar, mas eu não gosto de varrer a casa...
Lobo Mau: mil perdões, este é pra Cinderela, pra você são esses bombons
Madrasta: Mas, eu sou alérgica a chocolate.
Lobo Mau: Ah! Vá pro Inferno então... (Saem)

Narrador: (Acorda) Bom, então é isso. Todos viveram felizes para sempre.