Rádio Beatitudes
sábado, 11 de maio de 2013
O Meu País
Um país que crianças elimina;
E não ouve o clamor dos esquecidos;
Onde nunca os humildes são ouvidos;
E uma elite sem Deus é que domina;
Que permite um estupro em cada esquina;
E a certeza da dúvida infeliz;
Onde quem tem razão passa a servis;
E maltratam o negro e a mulher;
Pode ser o país de quem quiser;
Mas não é, com certeza, o meu país.
Um país onde as leis são descartáveis;
Por ausência de códigos corretos;
Com noventa milhões de analfabetos;
E multidão maior de miseráveis;
Um país onde os homens confiáveis não têm voz,
Não têm vez,
Nem diretriz;
Mas corruptos têm voz,
Têm vez,
Têm bis,
E o respaldo de um estímulo incomum;
Pode ser o país de qualquer um;
Mas não é, com certeza, o meu país.
Um país que os seus índios discrimina;
E a Ciência e a Arte não respeita;
Um país que ainda morre de maleita, por atraso geral da Medicina;
Um país onde a Escola não ensina;
E o Hospital não dispõe de Raios X;
Onde o povo da vila só é feliz;
Quando tem água de chuva e luz de sol;
Pode ser o país do futebol;
Mas não é, com certeza, o meu país!
Um país que é doente;
Não se cura;
Quer ficar sempre no terceiro mundo;
Que do poço fatal chegou ao fundo;
Sem saber emergir da noite escura;
Um país que perdeu a compostura;
Atendendo a políticos sutis;
Que dividem o Brasil em mil brasis;
Para melhor assaltar, de ponta a ponta;
Pode ser um país de faz de conta;
Mas não é, com certeza, o meu país!
Um país que perdeu a identidade;
Sepultou o idioma Português;
Aprendeu a falar pornô e Inglês;
Aderindo à global vulgaridade;
Um país que não tem capacidade;
De saber o que pensa e o que diz;
E não sabe curar a cicatriz;
Desse povo tão bom que vive mal;
Pode ser o país do carnaval;
Mas não é, com certeza, o meu país!
Autor: João de Almeida Neto
domingo, 17 de março de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Estou perdida
(E quem não está)
Querida vida
dê-me uma resposta
Cá estou, suplicante
necessito de um norte
Ontem, boa cristã
Hoje, péssima pagã
Deixe-me em seu divã
a digavar...
Conceda-me seus braços
para que possa repousar
deite-me em seu regaço
venha ao meu ouvido sussurar
Pois, já não sei
Em que acreditar
Juro que tentei
Mas, não pude suportar
O fardo que me destes
Parece pesado em demasia
Seus díficeis testes
Contrastam com minha anemia
O sol, não me ilumina,
O luar, não me anima
Escondo-me na vastidão
Sufocante dessa escuridão
De meu ser foge a esperança
Perde-se o ânimo
Esgota-se a confiança
Tu és Longânimo...
Bem sei, também misericordioso
Ao menos este poltrão
A que chamo de coração
Acalma e fazê-o aceitar
Este Teu suposto silenciar
Para que assim eu possa
Meu caminho continuar
Se for de Sua graça...
Luzia Escongisk
(E quem não está)
Querida vida
dê-me uma resposta
Cá estou, suplicante
necessito de um norte
Ontem, boa cristã
Hoje, péssima pagã
Deixe-me em seu divã
a digavar...
Conceda-me seus braços
para que possa repousar
deite-me em seu regaço
venha ao meu ouvido sussurar
Pois, já não sei
Em que acreditar
Juro que tentei
Mas, não pude suportar
O fardo que me destes
Parece pesado em demasia
Seus díficeis testes
Contrastam com minha anemia
O sol, não me ilumina,
O luar, não me anima
Escondo-me na vastidão
Sufocante dessa escuridão
De meu ser foge a esperança
Perde-se o ânimo
Esgota-se a confiança
Tu és Longânimo...
Bem sei, também misericordioso
Ao menos este poltrão
A que chamo de coração
Acalma e fazê-o aceitar
Este Teu suposto silenciar
Para que assim eu possa
Meu caminho continuar
Se for de Sua graça...
Luzia Escongisk
Barbie
Patrícia nasceu
Num desses casebres
Que se equilibram em barrancos.
Família pequena
Só a mãe, dona Odete
E o pai, seu Antônio.
O sonho de pati
Era ter uma boneca,
Mas não uma qualquer
Na verdade uma Barbie.
Sempre quis uma filha
Para brincar de casinha.
Mas a boneca
Que na tv ela via
Não fazia parte da sua família.
Mamãe,
Com varizes e estrias,
Andava o dia inteiro
Com saco de lixeiro
À procura de latinha.
Papai,
Para ajudar na comidinha,
Catava papel
E não tinha dinheiro
Para comprar a bonequinha.
Noel,
O da barba branquinha,
Voava o mundo inteiro,
Mas não lhe fazia uma visitinha.
Aos treze
Romperam-lhe o hímen
Não de mentirinha,
Mas de forma bruta
Sem fazer cosquinha.
Agoratem uma linda menininha
Com quem pode morar
E brincar de casinha.
*do livro "Colecionador de pedras" Global editora
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
O que estamos fazendo de nossas vidas?
Desperdiçando-as com coisas inúteis ou vivendo -a verdadeiramente. Há alguns dias atrás alguém falou que eu fosse uma pessoa que
guardava dinheiro (na sua imaginação) e surpresa ficou ao saber que isso não acontece.
Não acontece porque eu prefiro gastar- como todo mundo- mas, não com
roupas ou coisas parecidas, e sim com coisas que verdadeiramente
proporcionam prazer... nada mais prazeroso (ao meu ver) do que ler um
bom livro, fazer uma viajem, ter a família sempre junto, estudar (sim,
estudar é legal!), tirar fotografias, escutar música, ajudar alguém...
há uma infinidade de coisas, muitas que nem precisam de dinheiro, que
são verdadeiramente boas. Precisamos de dinheiros, infelizmente....mas,
precisamos bem menos do que imaginamos. Não podemos viver nossa vida
dependentes dele, nós somos os donos do dinheiro e não o contrário!
Bom 2013, caros seguidores deste simplório e pretenso blog.
Bom 2013, caros seguidores deste simplório e pretenso blog.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
sábado, 10 de novembro de 2012
MÚSICA DO DIA
ORAÇÃO DO HORIZONTE- DETONAUTAS
Nós vivemos a verdade
Que reluz do coração
Somos força e coragem
Enfrentando a escuridão
E onde o amor for infinito
Que eu encontre o meu lugar
E que o silêncio da saudade
Não me impeça de cantar
Talvez você me encontre por aí
Quem sabe a gente possa descobrir no amor
Sonhos iguais
Noites de luz
Que os dias de paz
Estão em nós
Que o desprezo que nos cerca
Fortaleça essa canção
E que o nosso egoísmo
Se transforme em união
E onde o amor for infinito,
Que eu encontre o meu lugar
E que o estorvo da maldade
Não me impeça de voar
Talvez você me encontre por aí
Quem sabe a gente possa descobrir no amor
Sonhos iguais
Noites de luz
Que os dias de paz
Estão em nós
A bondade é fortaleza
O amor tudo é capaz
Que a cegueira da certeza
Não sufoque os ideais do amor
Do amor
[parte falada]
E que em cada coração, árido ou concreto
Pulse uma semente de primavera
Como a luz que da janela emana raios de coragem
Coragem é agir com o coração
Coragem é agir com o coração
E que pra cada ato de coragem nasça uma flor
Uni-vos em torno da luz
Há um horizonte inteiro de amor dentro de cada um de nós
Para encontrá-lo basta acreditar que sim
Da luz eu sou, na luz eu me movo
Da luz eu sou, na luz eu me movo
O amor é a única revolução verdadeira!
Nós vivemos a verdade
Que reluz do coração
Somos força e coragem
Enfrentando a escuridão
E onde o amor for infinito
Que eu encontre o meu lugar
E que o silêncio da saudade
Não me impeça de cantar
Talvez você me encontre por aí
Quem sabe a gente possa descobrir no amor
Sonhos iguais
Noites de luz
Que os dias de paz
Estão em nós
Que o desprezo que nos cerca
Fortaleça essa canção
E que o nosso egoísmo
Se transforme em união
E onde o amor for infinito,
Que eu encontre o meu lugar
E que o estorvo da maldade
Não me impeça de voar
Talvez você me encontre por aí
Quem sabe a gente possa descobrir no amor
Sonhos iguais
Noites de luz
Que os dias de paz
Estão em nós
A bondade é fortaleza
O amor tudo é capaz
Que a cegueira da certeza
Não sufoque os ideais do amor
Do amor
[parte falada]
E que em cada coração, árido ou concreto
Pulse uma semente de primavera
Como a luz que da janela emana raios de coragem
Coragem é agir com o coração
Coragem é agir com o coração
E que pra cada ato de coragem nasça uma flor
Uni-vos em torno da luz
Há um horizonte inteiro de amor dentro de cada um de nós
Para encontrá-lo basta acreditar que sim
Da luz eu sou, na luz eu me movo
Da luz eu sou, na luz eu me movo
O amor é a única revolução verdadeira!
domingo, 28 de outubro de 2012
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